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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sedução - como tudo começou



Milhares de anos atrás, o poder era conquistado principalmente pela violência física e mantido pela força bruta. Quase não havia necessidade de sutilezas - o rei ou imperador tinha de ser impiedoso. Só uns poucos escolhidos tinham o poder, mas ninguém sofria mais com isso do que as mulheres. Elas não tinham como competir, não tinham armas para forçar os homens a fazer o que elas queriam - politicamente, socialmente e nem mesmo em casa.

Claro que os homens tinham um ponto fraco: o seu insaciável desejo de sexo. A mulher sempre podia jogar com este desejo, mas no momento em que ela cedia ao sexo o homem assumia de novo o controle: e, se ela negasse sexo, ele simplesmente ia procurar em outro lugar - ou o tomava a força, (O filme A Outra retrata bem o que estou dizendo). De que adiantava um poder tão temporário e frágil? Mas as mulheres não tinham outra escolha a não ser submeter-se a esta situação. Existiram algumas entretanto, com uma fome de poder muito grande, e que, com o passar dos anos, usando de muita esperteza e criatividade, inventaram um meio de inverter a dinâmica, criando uma forma mais permanente e eficaz de poder.

Estas mulheres - entre elas, Betsabá, do Velho Testamento; Helena de Tróia; a sereia chinesa Hsi; e a maior de todas, Cleópatra - inventaram a sedução. Primeiro elas atraíam o homem com sua aparência fascinante, pintando o rosto e se enfeitando de modo a parecerem verdadeiras deusas...Ao deixarem entrever apenas um pedacinho da carne, elas excitavam a imaginação do homem, estimulando o desejo não só de sexo, mas de algo muito maior: a possibilidade de uma figura da fantasia. Depois de despertarem o interesse das vítimas estas mulheres as faziam esquecer o mundo masculino de guerras e política, e passar algumas horas no mundo feminino - um mundo de luxúria, espetáculos e prazer. Os homens eram fisgados por estes prazeres refinados, sensuais - eles se apaixonavam. Mas aí, invariavelmente, as mulheres se mostravam frias, indiferentes, confundindo suas vítimas. Logo quando os homens mais queriam, esses prazeres eram negados. Eles eram obrigados a perseguir, a tentar de qualquer qualquer coisa para reconquistar os favores dos quais já haviam provado e, nesse processo, iam ficando mais fracos e emotivos. Homens que tiveram força física e todo o poder social - homens como o rei Davi, o troiano Páris, Júlio César, Marco antônio, o rei Fu Chai - se viram escravos de uma mulher.

Este é apenas o começo, vamos desvendar os mistérios e estratégias de todas elas...

beijo!
Helena


Texto com baseado no livro: A arte da sedução